Hoje à noite, fui procurar na net, a notícia do jornal de São Paulo que falava de um piano em Camboriú, que meu tio Rainaldo leu. E não é que encontrei? É mesmo o meu piano! Virei notícia da Folha de São Paulo, um jornal que sempre admirei! Pena que em circunstâncias tão adversas! A Janete e a Daniele, citadas na reportagem, são minhas vizinhas, cujos filhos faziam parte do nosso pequeno grupo, feito especialmente para as crianças.
Veja o que foi publicado:
Após enchentes, cidades viram "lixão a céu aberto"
Autor(es): VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
Folha de S. Paulo - 30/11/2008
Prefeituras de SC não sabem o que fazer com entulhos acumulados nas ruas
Em Itajaí, por exemplo, 30 caminhões já recolhem o lixo da cidade; previsão é que mais 70 reforcem a coleta até a próxima semana
Depois da enxurrada que afogou Santa Catarina, cidades como Itajaí e Camboriú vêem agora os entulhos amontoados nas ruas, e as prefeituras não sabem o que fazer com tudo aquilo -nem para onde levar. Mobiliário, colchões, roupas e utensílios domésticos cobertos de lama se acumulam em frente a muitas casas dos bairros mais atingidos pelas águas. Daquilo nada mais pode ser aproveitado. As cidades são um lixão a céu aberto. Em oficinas mecânicas e borracharias, o que se vê são filas de carros enlameados com donos tentando recuperar a carcaça e o motor. Segundo a Prefeitura de Itajaí, 30 caminhões já recolhem o lixo da cidade. A previsão é a de que mais 70 reforcem a coleta até a próxima semana. A prioridade são escolas, que serviram de abrigos, e hospitais. Num condomínio de classe média baixa da Baixada, o bairro mais atingido de Camboriú, até um piano, ou o que restou dele, foi jogado fora. Foram necessários quatro homens para carregar a cauda. No varal de uma casa que teve o muro derrubado pela força das águas, bonecas foram colocadas para secar como lençóis. Ali a água subiu tanto que cobriu as janelas. A moradora e os três filhos, dois deles crianças, foram resgatados pelo telhado por bombeiros no domingo. "Em cinco minutos a água chegou ao teto. Subimos de escada até o forro e ficamos esperando o salvamento. Levou meia hora para sairmos dali. As paredes ainda têm as marcas das batidas do barco", mostra Janete Buse, 43. De lá, foi levada para a prefeitura. Recebeu roupas secas, café e bolacha e seguiu para um abrigo, onde ficou até a quarta-feira passada. A vizinha Daniele Chiesa, 32, diz já ter contratado um pedreiro para fazer pequenas reformas na casa. "Os móveis vão ser todos de tijolo: cama, sofá, prateleiras. Não quero mais nada de madeira", afirma.
Leia a notícia completa aqui
sábado, 13 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
amiga, a quantas andam as coisas a esta altura? A ajuda continua chegando? E sua casa, você já conseguiu se refazer, está passando alguma dificuldade especial pela falta de algo? Podemos mandar de novo ajuda para a conta da ADRA, eles ainda estão recebendo? Beijos.
Postar um comentário